sexta-feira

O Amor de MÃE e o milagre da Ocitocina

A mãe, seu bebê e a Ocitocina
Os primeiros dias de uma nova vida.
A descoberta um do outro.
A mãe e seu bebê. Um inexplicável sentimento adoçando cada gesto. E em cada gesto um pequeno milagre: a liberação de um hormônio que vai acompanhar esse novo ser pela vida afora.
Estudos das Neurociências comprovam que tudo isso estimula a liberação de Ocitocina e já começa a estabelecer a primeira relação afetiva que cada ser humano conhece, que é a relação com a sua própria mãe com toques e carícias do dia a dia.
É no hipotálamo, na região central do cérebro, que a Ocitocina é produzida. Até pouco tempo atrás, os cientistas sabiam só que esse hormônio tinha papel fundamental nas contrações do parto e na amamentação.
Mas as pesquisas avançam rápido, e novos enigmas vão sendo desvendados. Por exemplo: animais mais ricos dessa substância tendem a ser mais fiéis em suas relações.
E, nos laboratórios, a ocitocina ganhou um apelido carinhoso: Hormônio do abraço. Um dos grandes estímulos para a liberação de ocitocina é o contato físico.
O abraço nada mais é do que contato físico, uma manifestação de carinho, de acolhimento.
E isso não vale só entre mães e filhos. Todo e qualquer afeto tem o mesmo efeito. Pode ser entre amigos, parentes, namorados e até com o bichinho de estimação. Amar faz bem ao coração.
A ação da Ocitocina provoca a redução dos batimentos cardíacos e diminui a pressão arterial. As mulheres levam vantagem nessa química. Os hormônios femininos combinados com a Ocitocina tornam o hormônio do abraço ainda mais poderoso. E, é em momentos de tensão que ele mostra toda a sua força. Se você for a uma consulta médica com um amigo ou sozinho, mas receber uma borrifada de Ocitocina antes da consulta sua reação de estresse é diminuída. Você libera menos cortisol e menos adrenalina.
A freqüência cardíaca também é reduzida. Então, um amigo ou a ocitocina tem a mesma função de acalmar e de reduzir o estresse
É como se cada abraço fosse uma pequena vitória contra o estresse. Na luta diária, outros hormônios que nos deixam em estado de alerta perdem a vez.
O que a Ocitocina faz é modificar as fontes de adrenalina e cortisol, tornando essas fontes menos estimuláveis. Dessa forma, a liberação de adrenalina e cortisol se torna reduzida. A sensação final é de enorme bem-estar. Vamos pensar o seguinte: a Ocitocina é liberada no organismo. Precisa dizer mais alguma coisa?
E o melhor de tudo: nada indica que a produção de Ocitocina vá diminuindo com o passar do tempo. Na juventude ou na velhice, ela está sempre pronta a entrar em ação.
Basta ter um bom motivo, por exemplo, como nesta ilustração abaixo:

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